
Nunca fui muito fã do carnaval. Gosto do feriado, claro, mas dispensaria a festa. O motivo dessa rejeição é que, no Brasil, as pessoas sofrem uma pressão enorme para se divertir horrores nessa época do ano. Toda a expectativa só traz ansiedade e frustração. Se você vai ficar em casa, é um perdedor sem amigos. Se você vai a uma festa e não sabe sambar, também está na draga.
Quando a tradição do carnaval passou a pesar tanto sobre os brasileiros? Tenho a impressão de que antes o carnaval era um evento mais descompromissado, uma ocasião em que as pessoas não tinham medo de se vestir de maneira ridícula e cantar musiquinhas alegres e despretensiosas. Não existe um jeito certo de se dançar uma marchinha. Mas tem, sim, jeito certo de se dançar axé, por exemplo.
Este ano foi o primeiro em que passei o carnaval, ou parte dele, em São Paulo. Sem grandes planos, estava em casa na sexta-feira quando ouvi o som de marchinhas vindo da rua. Sim, era um carnaval de rua em plena Augusta. As faixas que vão no sentido centro estavam interditadas para deixar passar um trio elétrico, uma bateria, uma comissão de frente de mulatas e um bando de pessoas dos mais diversos tipos.
Jovens, velhos, crianças, famílias inteiras, engravatados e até pré-adolescentes emos conviviam nessa massa heterogênea que seguia atrás do trio elétrico. Já dizia Caetano, “só não vai quem já morreu”. O engraçado era que o ritmo da batera não tinha nada a ver com o ritmo das marchinhas do carro de som.
Quando a tradição do carnaval passou a pesar tanto sobre os brasileiros? Tenho a impressão de que antes o carnaval era um evento mais descompromissado, uma ocasião em que as pessoas não tinham medo de se vestir de maneira ridícula e cantar musiquinhas alegres e despretensiosas. Não existe um jeito certo de se dançar uma marchinha. Mas tem, sim, jeito certo de se dançar axé, por exemplo.
Este ano foi o primeiro em que passei o carnaval, ou parte dele, em São Paulo. Sem grandes planos, estava em casa na sexta-feira quando ouvi o som de marchinhas vindo da rua. Sim, era um carnaval de rua em plena Augusta. As faixas que vão no sentido centro estavam interditadas para deixar passar um trio elétrico, uma bateria, uma comissão de frente de mulatas e um bando de pessoas dos mais diversos tipos.
Jovens, velhos, crianças, famílias inteiras, engravatados e até pré-adolescentes emos conviviam nessa massa heterogênea que seguia atrás do trio elétrico. Já dizia Caetano, “só não vai quem já morreu”. O engraçado era que o ritmo da batera não tinha nada a ver com o ritmo das marchinhas do carro de som.
Os moradores mais antigos saíram nas janelas e foram para a beira da calçada ver o que estava acontecendo. As casas de show típicas da região também entraram no clima: tinha até um rei momo na frente de uma delas. A noite foi divertida, afinal